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Riscos Políticos – Você já conhece esse seguro?

As empresas brasileiras ampliam cada vez mais os investimentos externos. Esse fenômeno trouxe ao mercado nacional um novo tipo de seguro, o seguro de Riscos Políticos. Por tratar-se de um seguro pouco comum ao dia-a-dia de empresas e corretores, é normal que muitos ainda tenham dúvidas sobre as características desse produto.

 

Normalmente esse tipo de seguro é contratado por empresas multinacionais para se protegerem de riscos políticos, sejam nos seus países de origem, sejam nos países onde possuem filiais. Brasil, Argentina, China e Rússia, entre outros, estão entre os principais locais segurados. Essas apólices não são normalmente contratadas para apenas um único país, mas para múltiplos países, onde o segurado mantém operação.

 

Pela natureza dos riscos, os contratos têm prazos mais longos que os normalmente aqui praticados. Não é raro identificarmos prazos de vigência de até 15 anos, mas isso não impede a contratação por prazos menores, de 3 ou 5 anos.

 

O contrato de riscos políticos cobre basicamente três situações: i) expropriação, ii) inconvertibilidade de moeda e iii) o risco de violência política. Tais situações podem ter coberturas isoladas ou ainda combinadas em diferentes partes do globo, por exemplo, a expropriação em um investimento na Rússia e/ou a inconvertibilidade de moeda na Argentina e assim por diante.

 

No Brasil não temos casos recentes que possam justificar indenizações por parte desse seguro. O último evento que pôde ensejar uma eventual indenização no nosso país aconteceu ainda na década de 80, com a decretação da moratória. O Brasil tem sido um território seguro para os investimentos externos, e está sendo visto dessa forma pelos players internacionais, com estabilidade e instituições que funcionam adequadamente. Isso não quer dizer, porém, que os governos, ou os países, não mudem. O seguro é para a incerteza, para dar proteção, haja o que houver nos próximos 15 anos.

 

No que se refere às taxas praticadas, existe uma gradação de risco entre países. Atualmente existem locais onde as taxas praticadas tendem a ser mais elevadas, como na Venezuela, onde há uma preocupação maior com o segmento petrolífero e energia, na Colômbia, ou mesmo nos países árabes, onde têm crescido bastante os investimentos e negócios brasileiros.

 

Uma particularidade dos seguros de Risco Político é que, uma vez contratada a apólice, não é permitido, nem à seguradora, nem ao segurado, alterarem a  cobertura por todo o prazo contratado do seguro. Em tese, o prêmio não pode ser aumentado, nem tampouco as condições podem ser alteradas para que determinado risco, ou outra questão, sofra mudanças. É uma segurança para o cliente, a qual é expressamente prevista em contrato para dar garantias pelo tempo da apólice.

Custo da Crise Internacional

As seguradoras que oferecem seguro agrícola nos EUA receberão  nos próximos 10 anos, US$ 6 bilhões a menos no financiamento federal para aquele tipo de seguro. Essa é a proposta do Departamento da Agricultura Norte-Americano (USDA).

Pela proposta da USDA, o pagamento de despesas administrativas, que lá (diferentemente do que acontece no Brasil) também são subsidiados pelo governo, ficaria limitada a US$ 1,3 bilhões em 2011 com pequeno limite de aumento para US$ 1,37 mil milhões em 2015.

Um relatório do Departamento, identificou que a rentabilidade média (sobre o patrimônio líquido) nos seguros agrícolas nos EUA foi de 17% entre 1989 e 2008, excedendo o que o departamento considera uma taxa “razoável” por mais de 04 pontos percentuais.

Segundo dados do ano de 2009 da NAIC (National Association of Insurers Commissioners), atuam nesse segmento cerca de 38 companhias, sendo que as quatro maiores são:

Seguradoras (Sedes)

Market Share

Wells Fargo (San Francisco)

16%

ACE (Zurique)

16%

Nau Insurance (Minnesota)

11%

American Financial (Cincinnati)

09%

Depressão – Números impressionam e afetam empresas brasileiras

 

Informações vindas do Ministério da Previdência Social (MPAS) afirmam que entre janeiro e novembro de 2009, 83.209 brasileiros foram afastados de seus trabalhos devido à uma doença moderna, a depressão.

Os números são significativos, e representam cerca de dez brasileiros afastados do trabalho a cada hora, apenas em virtude da doença.

O levantamento do MPAS não detalha, mas se os números do governo forem confirmados pela estatística da Associação Brasileira de Psiquiatria, as mulheres estão mais duas vezes mais expostas à doença do que os homens.

O pior da doença são os efeitos que ela causa nas pessoas, tais como os transtornos de humor, tristeza, melancolia, falta de ânimo, e demais condições que criam dificuldade para pensar, raciocinar, dormir e até se alimentar.

É de se registrar que o acesso aos serviços psiquiátricos vem melhorando muito em nosso país, o que ajuda muito no controle da doença, o problema é que a automedicação, envolvendo antidepressivos, também cresceu e esse descontrole associado ao mau uso das drogas podem levar a problemas ainda mais graves de saúde.

Independentemente da elevação da sinistralidade nos seguros de Vida (nunca é demais lembrar que o suicídio é passível de cobertura no seguro, conforme preconiza o Novo Código Civil) e Invalidez, a situação preocupa ainda mais face ao alto custo que isso representa, não apenas para as finanças públicas, mas também para as empresas.

Suicídio de Agricultores na Índia

O Estado de Punjab, situado no noroeste da Índia, é o principal fornecedor de grãos da Índia (terceira maior economia asiática).


Nem tudo é alegria, porém, para os agricultores da região. Pesquisa recente mostra que mais de dois mil agricultores em Punjab cometem suicídio a cada ano para fugir da vergonha das dívidas crônicas relacionadas aos insumos agrícolas, como sementes e pesticidas, e à queda nos rendimentos. Nos últimos 20 anos teriam sido mais de 40 mil mortes por suicídio.

 

O colapso da agricultura tradicional em pequena escala e as pressões dos custos altos e dos esforços do governo para manter os preços dos alimentos baixos seriam as principais causas da ação desesperada.

 

Se considerarmos que na cultura indiana o suicídio é uma ofensa criminal, e que pela cultura indiana o agricultor prefere abrir mão de suas jóias, de sua mulher e filhos, do que da sua terra, temos uma idéia do que representa a esse agricultor abrir mão da própria vida.

 

Não sei não, mas se isso vira moda no Brasil… Ai, Ai, Ai…

Participação nos lucros pode ser obrigatória

Há determinadas ações motivacionais quase que óbvias, mas que encontram forte resistência no empresariado brasileiro. Uma delas é a participação nos lucros. Se existe algo que estimula ou abala o desempenho de uma pessoa é o fator “bolso”. Isso é fato.

Partindo dessa constatação, nada mais inteligente do que atrelar os ganhos do empregado ao seu próprio rendimento. E a participação nos lucros ou produtividade é um instrumento que contempla essa estratégia. Mesmo assim, muitas empresas hesitam em conceder tal benefício aos seus colaboradores.

 Mas animem-se funcionários!!! Se depender de um projeto já em discussão no Ministério da Justiça, a distribuição de lucro entre empregados poderá virar uma obrigatoriedade.

A proposta destina 5% do lucro líquido aos funcionários. Quem não cumprir, ficará passível de maior tributação, leia-se maior desconto de Imposto de Renda.

Por ora, Micro e Pequenas empresas ficam de fora da regra, assim como pessoas físicas que prestam atividades empresariais e as estatais.

Antes de chegar ao Congresso, o projeto deve fazer uma “escala” na Casa Civil.

Brasil supera a Rússia em produção científica

A notícia é muito boa!!! Há quarenta anos ninguém apostaria, mas, no século 21 a produção científica brasileira acaba de superar o volume de pesquisas russas e breve deverá assumir o posto de “segundo laboratório” entre as principais economias emergentes do mundo, reunidas no BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

Quem afirma é a Thomson Reuters, conceituada empresa norte-americana de consultoria e se baseia na publicação de artigos em cerca de 10.500 revistas científicas do mundo inteiro.

O Brasil, nos últimos 18 anos, passou de 3.665 artigos para 30.021 estudos publicados. Os russos mantiveram a média em 27.603, enquanto os indianos ficaram com 38.366 artigos contra 13.984 publicados em 1990.

Dentre os BRICs quem é imbatível são os chineses, com 112.318 artigos em dezoito anos. Ainda assim, um número ainda modesto perto dos 332.916 artigos de autoria americana.

O Brasil investe 01% (um por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) em produção científica, o que é metade da dotação dos EUA. Aqui temos 0,92 pesquisador para cada mil trabalhadores, muito aquém da média de até 8 pesquisadores por mil trabalhadores nas nações mais industrializadas do planeta.

O maior celeiro de pesquisas brasileiras, e que vem puxando esse crescimento nacional, continua sendo a agricultura. Atividade de importância estratégica para a nossa economia.

O caminho é esse mesmo…

CHINA – Gigante também nos seguros agrícolas

Que a China disputará com os EUA o posto de maior economia do mundo dentro de algum tempo, acho que ninguém mais duvida.

 O que poucos sabem é que a China também dispõe de seu próprio Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Sim! Lá também existe seguro, agrícola e COM PSR.

 O governo chinês começou a subsidiar essas políticas, em 2007, como parte de seus esforços para desenvolver o setor agrícola do país e impulsionar a produção de alimentos, objetivando atender à demanda de uma população com maior poder de compra.

Em linhas gerais o programa chinês funciona da seguinte forma:

- O Governo fornece financiamento para que as seguradoras possam comprar a cobertura de resseguro.

- No que se refere às eventuais perdas, as seguradoras são responsáveis por quaisquer sinistralidade abaixo de 160% do prêmio anual. Entre 160% e 300%, os prejuízos ficam com as resseguradoras, e acima disso (perdas de mais de 300%) quem garante os prejuízos é o Governo Chinês.

- Atualmente estão cobertos pelo seguro cerca de 400 mil famílias de agricultores.

- Em 2007, ano do início do programa, o mercado de seguro agrícola chinês já arrecadou, na largada, acima de USD 800 milhões em prêmios. Para o ano de 2009, os números não foram ainda divulgados, mas a expectativa é de que tenham fechado na casa de USD 1,8 bilhões. Isso seria fazer da China o segundo maior mercado do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. 

Apenas para comparação, o programa brasileiro se iniciou em 2003 (04 anos antes dos chineses) e o nosso melhor resultado alcançado foi na última safra com aproximadamente USD 180 milhões em prêmios.

O programa marca a transição do arcaico e oneroso foco no financiamento pós-catástrofe agrícola para a pré-gestão do risco de eventos, que é mais que desejável, é necessária, tanto lá quanto cá.

Esperamos que o exemplo Chinês sirva de motivação para que o nosso Brasil possa alcançar números parecidos em futuro não muito distante.

Etiópia – o seguro pode chegar a cronicamente pobres?

Que o Seguro Agrícola é uma ferramenta de importância estratégica para o Agronegócio, não restam dúvidas. Que o seguro beneficia os agricultores, reduzindo a sua exposição a perdas por eventos naturais, como secas ou inundações. Até aí tudo bem, mas uma pergunta fundamental a ser respondida é: Pode também servir aos cronicamente pobres?

A Etiópia nos mostra que sim.

Em 2009 aquele país africano, que apresenta seríssimas dificuldades sociais, econômicas e climáticas, deu início ao seu projeto de Seguros Agrícolas.

Os resultados iniciais são animadores. Cerca de 600 (seiscentos) produtores se inscreveram no programa. O desafio maior agora é conseguir criar uma conscientização por parte dos agricultores, da necessidade de uma gestão mais holística dos seus riscos, aliando a redução do risco, o seguro de seca e de crédito.

A idéia original consiste em apoiar o acesso ao crédito e aos empréstimos para investimentos em irrigação, sementes e enriquecimento do solo, na contratação do seguro. Dessa forma reduz-se muito a possibilidade do agricultor perder receita em caso de quebra de safra, garantindo uma estabilidade social bastante importante para aquele país.

O resultado alcançado nesse primeiro ano de projeto nos mostra que o modelo pode sim chegar aos agricultores muito pobres, a maioria dos quais anteriormente não eram considerados seguráveis.

Excelente notícia, não acham?

Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT) – Um alerta ao empresariado

Atualmente em nosso país ocorrem 08 (oito) mortes a cada dia, isso representa a perda de 3.000 (três mil) vidas em um ano. Não são números alentadores, ainda mais quando comparamos com alguns exemplos europeus. A França apresenta pouco menos da metade do nosso total de casos, já na Suécia, são cerca de 12% das mortes no Brasil.

 

 

Independentemente dos motivos, fato é que os acidentes de trabalho trazem enormes prejuízos à atividade produtiva. O custo médio direto de cada acidente do trabalho gira em torno de R$ 9.000,00; e essa não é a única perda. Em caso de acidente, o empresário terá colaboradores com dias parados. No Brasil a média é de cerca de 28 (vinte e oito) dias perdidos a cada acidente verificado.

 

 

Acharam altas essas estatísticas? Esses são apenas os custos diretos decorrentes dos acidentes. Os indiretos podem representar, de modo geral, até cinco vezes mais que esse montante.

 

Em qualquer atividade de seguro, o “bom risco” apresenta descontos em relação ao que seria o preço normal, já os “riscos ruins” são agravados. Com os Seguros de Acidentes de Trabalho (SAT) no Brasil, não é diferente, a Lei determina que, conforme a sinistralidade, poderão ser concedidos descontos de até 50% nas alíquotas de contribuição ao SAT ou, no caminho inverso, adicionais de até 100% sobre as mesmas.

 

Tendo esses números em mente, é fundamental que o empresariado tenha consciência da importância de gerenciar melhor os seus riscos, realizando avaliações sobre as condições de trabalho nas indústrias e da performance de seus programas de segurança.

 

Esse esforço não será em vão, pois com um sistema eficiente, o benefício ocorrerá na forma da obtenção de uma redução das alíquotas, além da redução dos custos indiretos associados aos acidentes.

 

Será que o empresariado nacional tem a exata consciência dos verdadeiros custos associados aos acidentes do trabalho? – Esperamos que sim.

Gerenciamento de Riscos x Apólice de Seguro

É importante contratar seguros adequados para cobrir os diferentes tipos de riscos que afetam as empresas, de acordo com as necessidades básicas de cada uma. E, acreditem, elas variam muito, de acordo com a área de atuação ou ainda, de acordo com o tamanho da empresa.

A primeira confusão que os segurados fazem ao contratar um seguro é achar que a apólice substitui o sistema de gerenciamento de riscos. Quando se pensa em proteção de risco é importante se ter claro que o seguro minimiza prejuízos, mas não evita os eventos que podem causar os danos que ele irá indenizar. O seguro é uma ferramenta que atua depois da perda, portanto, as medidas de prevenção que possam ser adotadas antes, para anular ou minimizar os riscos que ameaçam um determinado negócio, são sempre mais interessantes do que a simples contratação de uma apólice. Com elas é possível evitar que um evento cause danos e, portanto, dispensar a contratação de um seguro, economizando dinheiro para investir no desenvolvimento do próprio negócio.

Outra confusão que se faz é enxergar o seguro como despesa. Ele não é. Pelo contrário, a apólice de seguro corretamente dimensionada é a forma de proteção mais eficiente e mais barata que existe, daí sua utilização generalizada em todos os cantos da terra, desde os países ricos, até os mais pobres. Portanto, economizar na contratação de seguros não é uma medida de economia, mas assumir inadvertidamente um risco dramático, capaz de ameaçar a continuidade do negócio.

A melhor forma de se ter proteção adequada para uma empresa é através de um corretor profissional, que conheça as particularidades daquele determinado tipo de negócio e quais os riscos que efetivamente o ameaçam. Só conhecendo o risco é possível escolher o melhor tipo de seguro. Ou melhor, só conhecendo o risco é possível tomar as medidas de proteção necessárias para anulá-lo, ou minimizá-lo, entre elas a contratação das apólices mais adequadas para garantir a melhor indenização no caso de um sinistro.