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Setembro de 2008


.: Incêndio no Teatro de Cultura Artística em São Paulo

O Teatro Cultura Artística, construído em 1950, possuía 2 salas superpostas, com respectivamente 1.156 poltronas e 339 poltronas (conhecido como Culturinha). Ambas são dotadas de ar condicionado e acesso para deficientes físicos. A bela fachada do teatro, que sobreviveu ao incêndio, possui 48x8 metros exibe o maior afresco existente do grande artística plástico brasileiro Di Cavalcanti.

O seguro que foi feito parcialmente como permuta de patrocínio - a Aliança do Brasil, empresa do grupo do Banco do Brasil, é benfeitor platina - cobre apenas R$ 5 milhões na verba de incêndio. Baseando-se nas fotos, quantidade de poltronas e mapa das salas do teatro, estimamos que possua aproximadamente 1.400 m2 no primeiro piso e outros 400 m2 no segundo piso. Assim sendo, o custo de reconstrução do metro quadrado em São Paulo seria de R$ 1.119,63 (fonte PINI), totalizando R$ 2.015.334,00 apenas para o prédio.

Embora o Sr. Eric Klug, responsável por relações institucionais da Sociedade de Cultura Artística, informe que " Os R$ 5 milhões da apólice de seguro estão longe de pagar a reforma que seria necessária". Acredito que o valor seja suficiente para a reconstrução. Acredito que os R$ 5 milhões além de pagar o prédio também garanta boa parte do conteúdo. Pois normalmente a estimativa é de 80% do valor de prédio. Um exemplo: tínhamos 1.495 poltronas no teatro, a um custo de R$ 400, cada, totalizam R$ 598 mil em prejuízos.

Há ainda uma cobertura de danos elétricos, embora o valor não tenha sido informado, que pela prática do mercado não deve ser inferior a R$ 50 mil, que são suficientes para pagar o ar condicionado ou outro equipamento elétrico que por ventura tenha sofrido curto-circuito e provocado o incêndio.

Enfim, apenas obras de arte estariam perdidas, pois teriam que contratar um seguro é específico. Outra questão são bens de terceiros em propriedade do teatro, a produção da peça "O bem amado" perdeu todo seu material: figurino, cenário, etc. Isto traz uma questão complicada, pois normalmente o seguro de responsabilidade civil por uso e conservação - caso o teatro o tenha contratado - não garante bens de terceiros em poder do segurado, nem o lucro cessante da paralização da peça. Há outro tipo de seguro RC eventos para tal risco.


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