Bancos e seguradoras em todo o planeta foram afetadas pela crise financeira mundial, que iniciou com as hipotecas subprime americanas, mas a forma como isto se dá varia bastante entre os mais diferentes conglomerados financeiros mundiais: A inglesa RSA, elevou suas vendas em 11%, a francesa AXA recuou em 0,9% suas vendas, a alemã Hannover anunciou uma redução de 5% nos prêmios (que seria de 1,3% descontando-se a desvalorização do dólar).
Além disso, o resultado financeiro de algumas companhias foram afetados pela crise. A Swiss Re anunciou um prejuízo de US$ 247 milhões no terceiro trimestre de 2008, fato que não ocorria há 7 anos. Em setembro, a seguradora AIG estava diretamente envolvida com a crise subprime americana, para se salvar da falência recebeu um empréstimo de US$ 85 bilhões do Tesouro Americano, lastreando com ações da seguradora. Na reestruturação que está sendo planejada deve-se vender a unidade de seguros de vida, mantendo-se os negócios de seguros patrimoniais e responsabilidade.
Já os preços dos seguros massificados de varejo (para pessoas físicas) não sofreram qualquer alteração até o momento, enquanto os seguros vultosos que demandam resseguros estão subindo bastante. As taxas de seguros D&O (responsabilidade Civil dos Executivos – board) subiram em 25% para todas as instituições financeiras. Os clubes de P&I (Seguros de Resp. Civil de Navios) enfrentam déficits financeiros – pois são seguradoras mútuas, aquelas onde os segurados são os sócios - há alguns anos estão sendo obrigados a aumentar seus preços em 20% neste ano, com expectativa de outra elevação de 12,5% para 2009. Os seguros de aeronaves também observam elevações nos custos, por exemplo, a saída da AIG do mercado de seguros para aviões cargueiros vem trazendo elevações da ordem de 30% nos custos destes seguros.