Resultado: os preços dos seguros aeronáuticos estão subindo.
Em meados de outubro observamos no mercado mundial de seguros aeronáuticos a renovação das apólices de algumas linhas aéreas: Air Algerie, Pakistan International, Synergy Group (Colombia) além das brasileiras TAM e GOL. Em outubro, houve uma redução de 15% no valor médio das frotas (valores em risco segurados), devido ao movimento mundial de devolução de aeronaves aos proprietários (leasing, lessors). A crise do petróleo fez inúmeras linhas aéreas reestruturarem seus negócios e reduzirem a operação. Some-se a isso a crise financeira mundial, que embora recentemente o barril de petróleo tenha reduzido abaixo dos US$ 100,oo o barril, o querosene de aviação continua caro, além disso há uma expectativa de redução de passageiros. Os relatórios das companhias aéreas entregue as seguradoras também apresentam uma redução de 3% no volume de passageiros em comparação com 2007.
Se considerarmos todo o ano de 2008, o volume de prêmios pagos - no mercado mundial - até o momento atingiu US$ 565 milhões. Enquanto o valor da frota vinha apresentando uma elevação média de 13%, o volume de prêmios de seguros aeronáuticos cresceu apenas 8% no ano. Mas observamos mudanças em outubro, indicando que o mercado está entrando em sua fase hard-market, muito afetado pela crise no crédito mundial. As renovações de outubro - que também incluem a GOL e a TAM - apresentaram um crescimento de apenas 2% no preço, portanto abaixo da média dos aumentos observados até aqui. Contudo, se pensarmos que o valor da frota reduziu em 15% e a expectativa de passageiros em 3%, na verdade o reajuste individual de cada apólice - em termos proporcionais - é muito superior. Estamos entrando no hard-market!
Vale lembrar que o aumento médio de 2% de outubro está descontando a Air Argélia que teve seus custos elevados em 17% devido ao acidente de um 737-800. Também foi observada muita mudança de corretoras de seguros e de seguradoras escolhidas pelas companhias aéreas. Fato normal quando há instabilidade nos preços e movimentos de reajustes nas tarifas, pois os clientes tentam se proteger de aumentos nos custos.