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Novembro de 2008


.: O ataque à Crise: recursos disponibilizados pelo governo devem trazer bons resultados para nossa economia, conseqüentemente também afetam o mercado segurador em 2009.

O setor de seguros cresceu – até setembro de 2008 – 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado totalizou R$ 49,7 bilhões em prêmios até setembro, contra R$ 42 bilhões no mesmo período de 2007. Aliás o crescimento à taxas chinesas é uma realidade no setor de seguros há 3 anos: 2005 com 13,6%, 2006 com 18%, 2007 com 20%. Enquanto o setor de seguros mundial cresceu na média de 5% ao ano desde 1970.

Não faltam notícias do governo injetando recursos e crédito na economia, com vistas em reduzir os impactos ou acabar com os efeitos da crise no marcado brasileiro.

1) O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai liberar mais R$ 10 bilhões em linhas de crédito para ajudar as empresas, além dos R$ 90 bilhões que o Banco já possui em suas linhas. Em outubro o ministro já havia anunciado mais verbas para a agricultura – R$ 5,5 bilhões – e para a construção civil. Em outubro Mantega mencionou inclusive a possibilidade de utilizar o Fundo Soberano, que trata-se de uma poupança do governo que separa R$ 15 bilhões do orçamento a cada ano.

2) Com objetivo de manter as vendas aquecidas das montadoras de veículos, o Ministro da Fazenda anunciou em novembro, R$ 1 bilhão em financiamento para vendas através do Banco do Brasil, além de outros R$ 4 bilhões para as montadoras.

3) O PAC foi previsto para ter R$ 504 bilhões de investimentos, mas a Ministra Dilma Rousseff já afirma que o governo fará uma reavaliação para cima, seja porque novas obras foram incluídas, seja porque os valores de alguns projetos aumentaram.

4) A Petrobrás não cancelou nenhum de seus projetos, e tampouco mudou prazos. Fez menção a redução de gastos sem, contudo, anunciar qualquer corte de orçamento.

5) Além disso tudo, o governo também ampliou o prazo para as empresas pagarem alguns tributos.

6) A elevação do dólar pode trazer inflação de custos em alguns setores, como combustíveis, mas por outro lado incentiva a exportação de nossas indústrias. Além disso, o BACEN - em outubro - fez um acordo com o Tesouro Americano para paridade do dólar com o real (funciona como uma linha de crédito em dólar), portanto, passando a possuir, além de seu volume de reservas, mais capacidade para atuar mantendo o câmbio num patamar razoável.

7) A consolidação do setor bancário no Brasil também demonstra robustez da nossa economia, seja pela fusão do Itaú com o Unibanco, bem como pelas possíveis futuras compras do Nossa Caixa pelo BB e do Banco Votorantim pelo Bradesco.

Enfim, embora a crise seja grave, as medidas do governo estão sendo corretas e poderão ajudar a atenuar os impactos na nossa economia. A expectativa de um crescimento em torno de 5% e 3% respectivamente para 2008 e 2009, segundo o IBGE, mostram crescimento econômico e não o contrário.

O mercado segurador funciona muito a reboque da economia e da ausência ou redução da inflação. O crescimento, segundo o IBGE, foi de 3,2% em 2005, 4% em 2006, 5,4% em 2007, e 6% em 2008 (no primeiro semestre). Portanto, podemos prever que embora com um crescimento menor em 2009, é razoável imaginar a manutenção de taxas superiores a 10% no setor de seguros para o próximo ano.

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